TRAVESTIDO DE MODERNINHO
Por Ruy Filho
TENDA DRAMAMIX
21h00 – “Seios”, de Walcyr Carrasco
Direção: Ivan Feijó
Elenco: Dionísio Neto e Jeyne Staklflett
Deveria ser um tema interessante, mas não é. Mais parece um capítulo de novela. E não me refiro as boas novelas. Está mais para a superficialidade de um romantismo piegas e desnecessário. Não há muito que aproveitar. São seqüências de chavões onde pouco importam os gêneros envolvidos. Entre um pai que larga tudo para se tornar mulher e uma mãe que luta por não deixar que o filho se envergonhe com a figura transformada, um beijo sela a obviedade com que o relacionamento poderia ser explorado. É curioso como não foi além das superfícies, já que o espetáculo se propõe refletir sobre os preconceitos superficiais de todos nós. Pouco a dizer. Pouco a assistir. Um ano em cartaz, comemora a apresentação. E eu me pergunto: e daí, já que nada salva e nada fica? Esse teatro que busca chocar mas não consegue, tocar em temas incômodos mas é banal. Esse tipo de travestimento de moderno, nada interessa. É chato. É pouco. Ou simplesmente não o é. Tal qual a figura desenhada por Dionísio Neto, nem é interessante nem benfeito. Não é experimental nem comercial. Não é inquieto nem ortodoxo. E não há nada a declarar sobre quem nada quer dizer além de obviedades e estereótipos de revistas adolescentes. Isso me irrita. Fim.
27 comentários:
isso que vc escreveu é o que? nem é uma resenha, nem é uma crítica, tem pouco a dizer, é melhor não dizer do que expor essa amargura. Procure um terapeuta, talvez ele ajude você a trabalhar sua frustração de sub-crítico anônimo! mas nem irritar vc consegue, o que consegue é minha piedade...
Olha.... eu que tive a infelicidade de estar presente, achei a resenha perfeita. Não merece mais que isso. Textinho fútil, interpretação caricata e cheio de etiquetas na ficha técnica... pra que? Pra nada... o público não é idiota, não! A diferença é que a crítica dos gdes veículos não tem a coragem de dizer a real.... rabos e rabos presos!
Caro ?? Desculpe mas vc não tem nome, então não tenho como identificá-lo. Não sou eu o anônimo aqui. Meu nome está no início da resenha. Atenção. Não é uma crítica, mas uma resenha reflexiva. Infelizmente o trabalho não me levou a nenhuma reflexão mais profunda. E, sim, há certa amargura que surge dessa frustação, vc está certo sobre isso. Também não busco irritá-lo, então deixe isso pra lá.
O foco aqui é buscar um diálogo, não uma crítica. Mas, se isso te importa tanto, então vamos a ela.
1. Quando digo que o tema não alcançou interesse parto dos seguintes parâmetros: a observação romantizada de uma realidade que pouco tem a dialogar com os padrões do romantismo burguês. Há mais no travestir-se de um homem que a vontade sexual, como tanto relata o personagem. A opção por ser feminino nada tem a ver com a sexualidade, necessariamente. Pode sim ser fruto de um desejo pelo homem, pelo prazer desse homem e pelo sentir-se mulher. Mas ainda assim é pouco aborda-lo apenas por esse viés. A busca pela resignificação feminina de um corpo masculino contrapõe valores estagnados de como ambos os pólos devem ser enxergados, e avança para a elaboração de outra possibilidade de inclusão do ser, que parte da liberdade em ser aquilo que enxerga ser, e não o que os costumes determinam. O travesti, o homem travestido, no caso, codifica a relação de uma sociedade híbrida que esconde seus prazeres sim, mas que também massacra a identidade. E entender, então, o que venha a ser a identidade é essencial, quando abordamos o assunto. Dentre as possibilidades de formação da identidade três são os pilares essenciais: social, cultural e sexual. Segundo Bauman, a sensação de insegurança sobre a formação de nossa subjetividade leva gradativamente a uma espécie de deturpação do caráter, e, portanto, entender como algo estável, ou para permanecermos no vocabulário do sociólogo, solidificado, o que seria, na arte, a estagnação de um signo representado por sua camada superficial e ordinária, seria ignorar a condição de ambivalência sígnica na construção de qualquer identidade. Essa ‘liquidez’ de que trata Bauman, não se vê no espetáculo em nenhuma das três instâncias. Enquanto que social o homem é o sujeito limitado à marginalidade de sua escolha, culturalmente traduz essa limitação à prostituição como descoberta de seu novo-outro corpo. Essas duas instâncias de formação da identidade são submetidas ao contexto sexual como argumento maior do personagem, quando o desejo pelo corpo masculino do amante se torna o valor maior para a transformação. Não acredito que o travestimento possa ser encarado apenas pelas perspectivas do desejo sexual e fetichista. Essa é apenas uma possibilidade de realizar a essencialidade feminina em um corpo masculino. Mas isso não compõe o personagem como atributo signico nem cultural nem socialmente, apenas em estereótipos nocivos à própria aceitação dessa identidade.
2. O tom novelesco se dá na própria estrutura narrativa do espetáculo que prioriza a informação ao espectador ao invés de trazer para a cena os meandros que levam ao contexto. É estratégia da televisão, por ser propícia a linguagem fragmentada e aleatoriedade de sua assistência, que tanto as falas quanto as informações nelas contidas todo o tempo interaja com o telespectador reintroduzindo-o à trama. Apenas assim é possível dar continuidade e possibilidar o seu acompanhamento. Ainda assim, a novela brasileira, sobretudo, tem esgarçado esses mecanismos, aproximando de estratégias de suspenses e contradições, o que permite que o interesse se foque sobre um determinado acontecimento ou no acompanhar o desenvolvimento de determinados personagens. Há um saber específico inquestionado na teledramaturgia brasileira. Mas não são esses os valores reais para o palco. Porque a informação direta, o dizer superficial se esvai em segundos, já que tanto a narrativa quando os personagens possuem horas ou minutos para gerar o mesmo impacto de interesse sobre seu público, ao contrário dos muitos meses na televisão. Assim, o espetáculo mantém o mesmo linguajar das novelas. É objetivo em seus diálogos, explicativo em suas resoluções e não deixa nada ao espectador que o leve a uma reflexão e inquietação. Passamos, desta forma, a assistir o palco como assistimos ao eletrodoméstico. Só que ambos são distintos em seus códigos. E nem tudo o que funciona bem na tevê serve ao teatro, e vice-e-versa. Em Seios, a televisão vai ao palco em drama, falas e representação de personagens. E nossa proximidade, nossa simultaneidade ao acontecimento faz com que não funcione como deveria.
3. Quando argumento que nada me resta do espetáculo em si, digo que não me sobra inquietação filosófica, afinal o julgamento dos personagens se dá nas próprias falas dos personagens, uns aos outros, e não na informação trazida ao meu conhecimento para conclusão frente aos meus valores. Sobra ao fim respostas do tipo ‘eu não aceitaria ele de volta’, ‘eu aceitaria’, ‘ele é corajoso’, ‘ela é corajosa’. E isso não é pouco? Limitar o espetáculo a sua aceitação, aos sim e não? A moralização de como devemos nos relacionar com o problema foge daquilo que é a essência do teatro contemporâneo, sua capacidade em ser amoral, ou, no caso de julgamentos, de causar incômodos morais capazes de distorcer certezas e valores. Isso não ocorre em Seios. Me lembra histórias românticas, agora com esses personagens. Já tivemos Romeu e Julieta jovens, como torcedores de times de futebol opostos, como famílias inimigas, com origens e culturas inimigas, e tantas e tantas outras variações sobre como o amor pode se relacionar entre diferentes. Tratar o travesti como o diferente é igualmente retira-lo do comum, e isso também é preconceito. Será mesmo que os travestis preferem ser representados como ‘outra coisa’? Não me parece. Não quando assisto aos espetáculos dos Satyros, por exemplo, cuja inclusão vai além da sexualidade de cada um. Lá sim, verdadeiramente, o travesti é ator-atriz, e nada mais. Tanto quanto o homem e a mulher, são profissionais do teatro, agentes da representação. Seios tem a pretensão de atacar um problema sócio-cultural, mas não vai além das observações comuns e preconceituosas sobre a figura do travesti. Aquele que é excluído da sociedade, aquele que se entrega à prostituição por prazer e necessidade, aquele que é incompreendido. E se esses argumentos todos são tão importantes para o trabalho, então por que não fora convidado um travesti para o papel? Questiona-se sim. Mas ignora-se sem qualquer incômodo. Convidou-se um homem, ator com percurso conhecido e com seus méritos, e fez dele um instrumento do que quer argumentar sobre o outro. Muitos travestis são atores-atrizes (não sei qual gênero devo usar!), o que não justifica sua ausência para o papel. Dionísio acaba construindo um personagem limitado aos trejeitos típicos da mão no culote, da calça justa, do andar malemolente, do gesto teatral, da fala mansa, da olhar perdido e respirações longas. Isso está na rua sim. Mas ser um travesti é ser isso? Será mesmo? A conclusão que chego é que a pesquisa não foi além das esquinas, do óbvio. Não se debruçou sobre o travesti como signo de uma sociedade, de uma cultura e de sexualidade. Não se atacou a problemática do que venha a ser sua identidade. Não se permitiu enxergar a capacidade do signo em gerar histórias e falas que fosse além de seu corpo estereotipado. Não se preocupou desenhar outros conceitos que não limitados a discussão rasa sobre o amar ou não, aceitar ou não, sim ou não. Seios não me encanta em nada. Pois nada me é oferecido para além da calçada por onde também passo. E sim, a televisão tem feito o mesmo, só que mais eficientemente e de maneira mais encantadora.
só pra assinar os comentários anteriores, pq faltou espaço.
RUY FILHO
Rui, vc não entendeu a peça, Dionisio não faz um travesti, e sim um homem que está ainda em processo de transformação, parece-me que vc tem muitos preconceitos com a televisão, o que me parece tacanho, visto que o Brasil é o país da tv e grandes atores como Dionisio Neto transitam brilhantemente entre todos os veículos.
Reavalie seus critérios, filho, assim quem sabe um dia vc se tornará pai...
Paula Chagas
em tempo, o espetáculo está indicado para vários prêmios em todas as suas áreas
e ninguém fica lotando teatros há um ano Brasil afora e arrancando aplausos quentes como o público, inclusive eu, acalorou os atores...
paula
só para ajudar, visto que o sub-resenhista é mal informado - Walcyr Carrasco muito antes de escrever para tv é autor de romances e teatro há 40 anos! A tv entrou na vida dele depois do grande sucesso que sua obra ganhou perante o público e a crítica. Da minha parte já vi Seios 4 x e sempre me emociono cada vez mais, e estou louco para ver os outros 2 espetáculos que formam a trilogia...
dionisio neto mostra grande versatilidade em seu trabalho cada vez mais apurado, tendo atuado em peças de antunes filho, gerald thomas, zé celso e de autoria própria, é sem dúvida um dos melhores e mais requisitados de sua geração, nacional e internacionalmente, visto que ano que vem estreará longas nacionais, novela, e sua estréia em hollywood, não é prá qq um...
obrigado
marcos caruso
A pseudo-intelectualidade deste texto é muito pobre.
Seios não é nenhuma obra prima, mas é extremamente bem realizada pela equipe toda de feras, dos atores Dionisio e Jeyne, do grande estilista Reinaldo Lourenço, do Celso Kamura, do Ivan Feijó e claro do Walcyr Carrasco...
E o tal resenhista alem deste blog destila seu rancor onde mesmo?
grata
Joana, simplesmente
PS críticos ficam loucos quando são criticados, kkkkkkkk
Oi Paula, sobre o personagem ser travesti ou estar em processo, isso não muda meu olhar sobre a maneira como o signo é representado. Lamento. Ainda assim, acho pouco. E gostaria de muito mais. Me faz falta uma discussão mais aprofundada sobre isso. Mas isso são opiniões. Você gostou do espetáculo. Que bom. Pois isso significa que te transmitiu alguma coisa. Não aconteceu comigo, então tenho minhas críticas e decepções. Já assisti a outras peças que tratam de temas próximos a esse e me dei melhor com ela. Parece que não ter gostado é um absurdo, mas acho ótimo que a manifestação seja dialética.
Sobre eu ser preconceituoso com a televisão. Hum, acho que todas as críticas que recebo de meus amigos é exatamente o oposto. Sou sempre confrontado ao fato de adorar novelas e tudo o mais. Sou defensor direto em sala de aula. Sempre argumento aos jovens artistas que a televisão faz parte de um processo cultural e que as novelas possuem a capacidade de traduzir uma identidade comum. Me encontro em seus personagens e tramas tanto quanto alguém menos favorecido e burguês que eu, tanto quanto outros muito acima de mim. Isso por si só é relevante e interessante. E, como defendi em meu texto, não sei se você o leu, enfim, a televisão brasileira possui uma capacidade em lidar com os códigos narrativos e a relação de construção do imaginário popular que é perfeita para o veículo e para sua finalidade. Nunca defendi que o teatro é maior ou melhor do que a televisão, mas que são ambiente diferentes, com estruturas signicas diferentes e raramente a transferência de uma para o ambiente da outra, dá bons resultados.
Porque não gostei do trabalho não julguei a trajetória do Dionísio, muito menos sua carreira. Deixe de bobagens. Ele é quem é, e ponto. Não precisa de minha defesa, tem sua vida para isso. O que não me obriga a gostar, certo? Já vi gênios errarem feio. Já participei de erros. Não significam nada. Mas são erros. E aponta-los não é ofensa, é observação. Não trato os artistas por paixões, isso seria ridículo. Aponto para amigos quando não gosto dos trabalhos, e aceito dedos para minha cara também. Isso não significa que sou melhor que ninguém. Mas significa que não me preocupo se são maiores do que eu. Por isso, aplausos de outros não me importam, ou vaias. Não avalio um trabalho pela massa ou censo de sua aceitação. Mas por mim e isso me basta.
Sobre me tornar ‘pai’, dois comentários apenas: 1. adoraria, pois me divirto com crianças. 2. prefiro continuar sendo filho. Prefiro aprender à ensinar, mas para isso é preciso ter algo para apreender. Em Seios, para mim, isso não ocorreu.
Ruy Filho
Oi Marcos Caruso,
Fico feliz que Dionísio conquiste cada vez mais espaço. Não tenho qualquer relação com ele, não nos conhecemos, não circulamos pelos mesmos ambientes, mas é fruto de uma trajetória, e isso é raro no Brasil, gostemos ou não. Enfim, parabéns Dionísio!
Curioso seu comentário. Em nenhum momento me referi ao Walcyr como alguém exclusivamente de televisão. Acompanho-o tanto em um como em outro ambiente, o que não me faz ser menos exigente. Curioso também ver como o seu comentário levou a questão para as pessoas, já que não me referi a eles, mas, e principalmente, ao trabalho. Penso o que penso de Seios, e não me importa se Walcyr tem 40 anos de teatro ou os diretores com quem Dionísio trabalhou. Mas a lista é bem rica, apesar de não ter enxergado nada no trabalho que pudesse me lembrar os processos e técnicas de Antunes, Zé e Gerald. Ele é mau ator? Não sei. Porque não gostei de Seios não julguei sua carreira. Walcyr é péssimo escritor? Bom, eu não disse isso, só porque não gostei de um trabalho. Por favor, não olha a coisa toda de maneira tão simplista. Essa simplicidade toda vinda de você me chama mais atenção ainda. Como ator, diretor, dramaturgo etc etc, você já deve ter tido críticas boas e ruins, com as quais concordava e não, e me recuso a acreditar que você seja uma pessoa simplória. Então não faça isso, sim? Não gosto de Seios. Gosto de outro tipo de teatro, porque entendo a finalidade do teatro por outro ângulo. Critico e sou criticado. Julgo e espero julgamento. Assim é a arte, exposição pura em confronto e diálogo constante e incontrolável. Há muita coisa ruim nos dias de hoje. De pessoas novas, de pessoas antigas, de quem se acha imbatível e inquestionável, não é mesmo? Só um idiota se enxerga perfeito. O problema é que a idiotice parece ter dominado o ‘politicamente correto’, incluindo nele julgamentos, opiniões e valores. Tenho certeza que você também tem suas escolhas. E que você faz escolhas. Eu faço as minhas. E durmo bem com elas. Cada um sabe de si. Ainda que a imperfeição seja a condição mais humana do homem.
Ruy Filho
Oi Joana,
Adoro essas palavras de efeito: sub-crítico, sub-resenhista e, agora, pseudo-intelectualidade. São ótimas definições do que pretendo ser. Não me vejo um crítico profissional, pois não remeto meu olhar sobre o teatro pela comparatividade histórica ou seja lá o que for. Tampouco resenhista profissional, visto que minhas resenhas são opinativas a partir de conclusões pessoais, desprovidas de amplitude. Limito-me a mim mesmo. E intelectual, aí nem de longe. Ler não me torna intelectual, estudar também não, conhecer uma outra coisa não acredito ser suficiente. Um intelectual é alguém que possui um processo acadêmico para desenvolvimento de idéias e reflexões. Não tenho isso. Minha faculdade não me deu isso, infelizmente. Portanto, Joana, você acertou em cheio. Agora, por isso devo gostar do trabalho? Devo aceitar algo que nada me toca ou nada dialoga? Algo que não me inquieta? Estranho essa exigência, não é? Se eu tivesse escrito que sim, o espetáculo é incrível, você me leria como super crítico, super resenhista, super intelectual? Acho que sim, não é mesmo? Portanto, para você, o que determina minha capacidade é eu defender seu ponto de vista não o meu. Um pouco pedante isso, não acha? Enfim, sou o que sou, nem mais nem menos. Apenas sou. Quem espera mais de mim é quem me tacha inferior. Quanta bobagem, não é mesmo?
Destilo meu ‘rancor’, como você ironicamente perguntou, aonde me cabe. Se pouco, tudo bem. Falo com meus pares. Se muito e você não se encontra nele, talvez seja porque estejamos em mundos diferentes. E tudo bem pra mim. Não cabe o todo dentro de uma sala de teatro...
E é uma pena que você não me conheça, ou se sim (não vi escrito seu sobrenome), que me conheça tão pouco. Irado eu ficaria se minhas indignações não tivessem qualquer efeito.
Ruy Filho
Puta discussão chata!! Tem quem goste e quem não goste! E daí? Eu tb não gostei...
ih... olha a defesa ofendidinha com a crítica!! kkk.... coisa feia, gente! Vale ouvir, refletir, concordar ou discordar... mas o pessoal ficou magoado. Ô dó!
Ficar arrotando que trabalhou com fulano ou ciclano, ou que foi campeão em indicações para prêmios. quanta bobagem! Isso não faz do trabalho algo bom ou de qualidade. E deste, então? Eu estava lá e vi aplausos xôxos e comentários com "vergonha alheia" no final. Será que os atores e diretores não tem a noção de que aquilo é fraco? Novelinha rasa, sem dúvida. Ficaria mais satisfeito se eles assumissem ser este um trabalho sem conteúdo mesmo, feito pra ganhar dinheiro de um público que só quer saber de comer pizza depois. Ok, ok! Todo tipo de teatro é válido, tem gosto pra tudo, né?
Olá, Ruy. Só para esclarecer que eu não vi a peça em questão. Talvez haja um homônimo, talvez seja só um engraçadinho brincando com nomes...
Beijo, Paula.
QUE BOM, PAULA.
ACHEI ESTRANHA A AGRESSÃO NAS PALAVRAS, POIS VOCÊ É SEMPRE MAIS DISPONÍVEL AO DEBATE INTELECTUAL DO QUE PROPRIAMENTE AO CONFRONTO.
COMO NÃO DUVIDO DE PAIXÕES, DEIXEI EXISTIR.
MAS FICO MAIS ALIVIADO QUE NÃO SEJA VOCÊ.
DE QUALQUER FORMA, VEJA O ESPETÁCULO E TIRE SUAS CONCLUSÕES.
ACHO QUE DEPOIS DISSO TUDO, É O QUE MAIS VALE A PENA, CERTO?
BEIJOS
Ruy Filho
como diria shakespeare, a inveja é uma merda!
que pretensão da minha homônima achar que só existimos eu ela, será que ela não conhece orkut? somos mais de 300 queridinha... afffffff
Paula Chagas
Antes FILHO que NETO!!!! hahahahahaha
Belo texto, Ruy. Parabéns!
nunca li tanta asneira em toda minha vida!
c gomes
É claro que o Marcos Caruso arrumou um intervalinho pra dar uma passada nesse blog, não antes de passar pela Wikipedia e pesquisar toda a história do Dionisio, para vir defendê-lo aqui, de forma apaixonada e aguerrida. Aham, Cláudia, senta lá!
PS: Ou será curiosamente mais um homônimo?
Ass: William (o sobrenome eu não digo, pode ser Shakespere, Bonner, sei lá, tantos homônimos existem mundo afora!)
Oi, Papai. Favor parar de se ridicularizar passando por outras pessoas que você não é, ostentando seus prêmios e sua estréia em Hollywood. Aliás, que filme você fará?
Ass: Dionisio Bisneto.
O Filho sabe falar e o Neto só sabe fazer birra. E o Carrasco então? Faz o q? Tortura?
Eu aconselharia o Filho a se cuidar, mas pelo visto ele já sabe fazer isso muito bem.
Quem tem argumentos não precisa juntar os amiguinhos (ou os pseudônimos) para sua defesa. Faz isso sozinho e mostra a cara.
Pena mesmo que estes textos (ou resenhas, ou críticas... enfim!) estejam apenas neste blog e AINDA não tenham alcançado a grande mídia.
Atenção Folha, Estado, revista Bravo... vcs estão ficando para trás! Fica a dica!
abraços,
Renato Rodrigues
Como vocês devem saber, sou doutora em teatro pela ECA/USP; pesquiso a dramaturgia brasileira há mais de duas décadas; fui jurada do Prêmio Shell por quase 10 anos; sou professora da EAD e já lecionei na ECA/USP. Portanto, imagino ter propriedade para vir aqui em defesa de Walcyr Carrasco, um dos maiores autores de teledramaturgia do Brasil e um dos melhores comediógrafos da atualidade. Este seu texto, "Seios", é de uma beleza e profundidade impressionantes. Mais atual impossível. Se ainda fosse jurada do Shell, certamente o indicaria na categoria "melhor texto".
Silvana, querida, é sempre bom ouví-la. Que bom que passou por aqui. Históricos e gostos à partes, não encontrei no texto tanto material assim. De alguma maneira, ainda me incomoda a tonalidade com que fora tratada à figura do travesti. Talvez poque esteja mesmo cansado de vê-lo, como já escrevi por aqui, como 'outro'. Ser 'outro' signifca, na minha concepção, ser julgado. E, salvo quando isso é uma enorme provocação ao senso comum, interessa-me menos, pois banaliza sua representação. Já vi muito desse ângulo em peças e filmes. Sei lá... Acho que gostaria de ser supreendido por olhares mais inquietos não apenas sobre a história, mas sobre o signo, sobretudo.
Mas, enfim... Uma caneca de café e resolvemos isso, como sempre: uma boa conversa e, entre devaneios e surtos, meia-dúzia de risadas.
Ruy Filho
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